Samsung já vende mais smartphones nos EUA e triunfa com os dobráveis

Samsung conseguiu o que parecia improvável há alguns anos: aumentar sua participação de mercado nos Estados Unidos para 31%, enquanto a Apple recua para 49%.

É a primeira vez em muito tempo que a hegemonia da empresa de Cupertino oscila, e esse avanço vem de um terreno antes considerado experimental, como os smartphones dobráveis.

Dispositivos que, em 2019, pareciam um capricho imaturo, hoje se transformaram na arma com a qual a sul-coreana recupera terreno em relação à sua grande rival.

Há uma década, a disputa entre Apple e Samsung girava em torno do tamanho das telas. A Apple resistia com aparelhos menores até, finalmente, ceder com o iPhone 6 diante da pressão do mercado.

Naquele momento, a empresa vencia a partida, mas hoje o cenário é diferente, pois o mercado busca novos formatos e a atenção se concentra em quem conseguirá definir o próximo padrão.

Atualmente, isso se reflete nas estratégias adotadas: a Samsung conta com um portfólio amplo, que vai desde smartphones de 650 dólares até modelos que ultrapassam os 2.400 dólares.

Em contrapartida, a Apple continua focada em um segmento mais restrito, o de alta gama. Essa diversidade de oferta explica, em parte, o forte crescimento da sul-coreana no segundo trimestre.

O impulso dos dobráveis

O grande motor dessa retomada é representado pelo Galaxy Z Fold 7 e pelo Galaxy Z Flip. O primeiro se abre a ponto de se transformar praticamente em um tablet, enquanto o segundo aposta em uma versão moderna do formato “concha”.

Ambos geraram enorme tração nas redes sociais por meio de testes de durabilidade que alcançaram milhões de visualizações.

A mensagem transmitida é clara: Samsung conseguiu mostrar que os dobráveis deixaram de ser protótipos frágeis e se tornaram dispositivos prontos para o uso diário.

As vendas reforçam essa percepção, superando de longe os resultados das gerações anteriores. Cada nova versão parece transmitir mais confiabilidade, consolidando a posição da marca sul-coreana como líder na evolução das telas móveis.

Enquanto isso, a Apple se movimenta e prepara um iPhone mais fino, que competirá diretamente com o Galaxy Edge, com analistas apontando 2026 como o ano do lançamento do seu primeiro iPhone dobrável.

A diferença é que a marca da maçã normalmente só aposta em uma tecnologia quando a considera madura para o grande público. Essa estratégia funcionou no passado, mas o risco agora é evidente: Samsung está ditando o ritmo em um mercado que começa a valorizar a inovação nos formatos.

O fator IA: a outra grande batalha

Não se trata apenas de design. Os smartphones dobráveis da Samsung aproveitam suas telas maiores para potencializar funções de inteligência artificial com o Google Gemini, ampliando significativamente a produtividade e a experiência do usuário.

Em contrapartida, a Apple enfrenta atrasos com a próxima versão do Siri, impulsionada pela Apple Intelligence, que deverá chegar mais tarde do que o previsto, mas já gera grandes expectativas por suas melhorias.

A inteligência artificial desponta como o segundo grande campo de batalha, ao lado do design de hardware. Nessa disputa, a vantagem da Samsung não está na potência bruta, mas na forma como integra a IA em um formato mais flexível.

Mais do que em termos de participação de mercado, a disputa se resume a definir qual será a forma do smartphone do futuro.

Enquanto o iPhone passa quase uma década sem mudanças radicais de design, a Samsung se destaca por sua ousadia em experimentar e se firmar como referência nos dispositivos dobráveis.

Esse contraste também transparece nos mercados financeiros, onde as ações da Apple caem 7,5% em 2025, enquanto a Samsung registra alta de 35%.

Essa diferença reflete não só as vendas, mas a confiança depositada na capacidade de inovação de cada marca.

Um pulso que define o futuro

A situação atual mostra a Samsung ganhando terreno no mercado americano com uma estratégia diversificada, que abrange desde produtos de entrada até o segmento de luxo, e com uma aposta decisiva nos dobráveis como símbolo de inovação.

É importante ressaltar que a próxima disputa não será por adicionar mais câmeras ou processadores mais rápidos, mas por definir o formato do smartphone que utilizaremos nos próximos cinco anos.

Samsung assumiu a liderança, e a Apple precisará responder para não perder o protagonismo na definição da próxima era dos smartphones.

Conteúdo por Computer Hoy.

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Rafa Digital

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